Durante cinco dias da semana, Andréia Godinho trabalha como fonoaudióloga em Sete Lagoas; já nos outros dois, ela atua como a Dra Pituxa Cáries, formada em Besterologia em nada mais nada menos que a Universidade de Cuspi, muito renomada no meio. Cinco anos após a formação do “Patrulha da Alegria”, grupo de palhaços que atua nos hospitais da cidade e região, levando alegria às pessoas doentes, em especial as crianças, ela relata que enfrenta novamente umas das dificuldades iniciais: a falta de patrocínio.
Andréia é uma das fundadoras do grupo e conta que desde o fim do ano passado a Patrulha está sem um patrocinador fixo. “Isso prejudica muito a nossa continuidade, tendo em vista que a gente sempre investiu muito no projeto e na capacitação de todos que trabalham com a gente”, relata. A Patrulha tem projeto aprovado na lei federal de incentivo à cultura, a chamada Lei Rouanet, e qualquer empresa que tem seu sistema contábil por lucro real pode patrocinar o grupo, usando os recursos destinados a parte do pagamento do imposto de renda.
Andréia conta que a busca por patrocinador não tem sido fácil, e que além da pouca receptividade, às vezes ela tem que lidar com o desconhecimento. “Teve gente que me disse não porque não queria se associar a este tipo de marketing, como se a gente estivesse fazendo um trabalho publicitário. O que muitas pessoas não sabem é que as empresas não gastam nada porque a iniciativa é deduzida nos impostos”, explica.
O ator José Eustáquio, também conhecido como o palhaço “Minguado Freso”, lamenta que um dos problemas da cidade é falta de uma política cultural que incentive ações como a da Patrulha. Artista há mais de 30 anos ele diz que o trabalho do grupo não vai parar, tendo em vista a receptividade e a importância do que é realizado. “O retorno do nosso trabalho é imediato; as pessoas que estão envolvidas com ele, como enfermeiras, pacientes e médicos, são muito receptivas com a atuação do grupo. Vamos continuar porque nosso trabalho é bem maior do que a nossa dificuldade”, relata.
Foi este poder de transformação que fez com que Thaís, filha da dona de casa Isabela Gabarro, se recuperasse mais rapidamente. Isabela conta que Thaís precisou ser internada devido a uma infecção e quando soube que teria que permanecer no hospital apresentou um grande desânimo e teve um piora. “Ela ficou muito abatida com a ideia de se internar, mas de repente veio o pessoal da Patrulha e a animou. Ela ria, se levantava da cama, se envolvia com a apresentação dos palhaços. Foi uma injeção de ânimo para ela”, analisa.
Empresas ou pessoas interessadas em ajudar a Patrulha da Alegria podem entrar em contato com Andréia pelo telefone 3771-7314. (CR)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário